Crie uma marca longeva.
Entre quais áreas?
No núcleo, design gráfico e artes visuais. A "integração" não é, necessariamente, explicada como momentos intercalados onde um ou o outro se mostram importantes em um projeto de sistema de marca, por exemplo, mas sim num corpo coeso onde há uma lógica fluida que sempre paira ao longo da construção de um projeto. Os aspectos derivados das artes visuais sempre se mostram imensuravelmente importantes em etapas do anteprojeto, como a conceituação e nos desenhos gestuais de esboços, por exemplo, mas é, na verdade, o conhecimento, experiência e ontologia da minha vida com as artes visuais que influencia passivamente cada decisão tomada no projeto. Já a parte do design é, de fato, o trabalho sistêmico que é realizado: um projeto que articula diversos elementos em um sistema coeso e funcional, de diversas maneiras, aos nossos clientes. Além desses dois campos, também me apoio no conhecimento derivado de áreas como design de produto, UI design, UX design e branding.
Como?
No Brasil, há um senso comum equivocado de que o design é uma espécie de primo do marketing, quando, na verdade, o design está muito mais próximo do que é a arquitetura. Na história, no ofício e na própria ontologia. Já as artes visuais, historicamente, sempre estiveram articuladas no zeitgeist de inúmeros momentos históricos onde o design obteve evolução institucional, como no renascimento, no movimento Arts and Crafts de William Morris e na Bauhaus, com Gropius, Kandinsky, Paul Klee, van der Rohe. Ou seja, a interação das artes visuais com o design gráfico e design de produto não é algo novo. Muito pelo contrário. Eu simplesmente abraço essa filosofia. Abraçava essa filosofia muito antes de criar o studio.
No que resulta?
Em uma inquantificável profundidade, complexidade e riqueza na criação do universo expressivo, linguístico e performático da marca. Bom design é o design que articula e cria conexões fortes entre elementos. Amplia teias semânticas, viabiliza a formação de memórias fortes. Catalisa a experiência, enriquece os sentidos, remove barreiras. Todas estas atribuições são imensamente potencializadas quando o design não se confina à paredes minúsculas. O resultado da fusão entre design, arte e tecnologia é algo enobrecedor, que reúne diferentes esferas de análise e criação em um corpo coeso, funcional, sistêmico.












